segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dicas de Ergonomia - Ajustando a bike.

Saiba ajustar a bike para melhorar seu desempenho

  • A bike deve ter um ajuste diferente para cada pessoa Crédito: André Chaco/ www.webrun.com.br
Conforto, produção de energia e aerodinâmica. Essas são as três considerações básicas do ciclista. Uma bicicleta não é barata. Então, já que você vai gastar uns milhares de reais com esse equipamento, faça com que seu investimento valha a pena. Sua bike tem que vestir como uma luva.
Para achar o melhor ajuste, você terá que colocar na balança estes elementos e considerar suas características individuais, incluindo seu tipo físico, tipo de ciclismo que você pratica (MTB, contra-relógio, com vácuo ou sem, longa distância ou curta), seu nível competitivo, experiência, e ainda sua biomecânica e estilo de pedalada. Vale considerar alguma lesão ou desequilíbrio prévio que você possua.
Um bom ajuste da sua bike pode maximizar seu conforto e conseqüentemente sua potência. O conforto para um ciclista é fundamental até porque a falta de conforto limita a sua potência, isso é fato.
Tem-se observado ciclistas com uma posição aerodinâmica muito agressiva, mas com baixa produção de potência, demonstrando ser apenas desconfortável. Em muitos casos, se colocarmos o ciclista menos “aero” e mais confortável, ele será mais rápido.
Contudo, não podemos esquecer que conforto é relativo. Por exemplo, um ciclista de contra-relógio sacrifica mais seu conforto, mas ele fica relativamente menos tempo na bike. Se você é um ciclista novo, você precisará de um período de adaptação para seu corpo se ajustar. Algum desconforto é normal, mas o ciclismo não pode ser doloroso.
Dores nas costas, no pescoço ou nas articulações devem ser motivo de preocupação, talvez até necessitando uma reavaliação da posição ou até da mecânica da pedalada. Já as dores na região do períneo (contato com o selim) podem ser resolvidas com a troca do selim ou com um simples ajuste na sua regulagem.
Considere o tipo de ciclismo que você irá praticar. Para atletas competitivos, o posicionamento para uma maior obtenção de potência e aerodinâmica é de fundamental importância.
Pense quanto tempo você irá gastar em cima de sua bicicleta, o tipo de prova que você irá fazer e a intensidade de seu ciclismo (seja realista). Como exemplo, considere dois triathletas iguais em todos os aspectos, com exceção que um irá competir em provas curtas (sprints e olímpicos) e o outro ira fazer um ironman.
Conforto deve ser a grande consideração para o triathleta de ironman, que gasta horas em cima da sua bike, enquanto a aerodinâmica do atleta de provas curtas dever ser a grande preocupação.

A posição aerodinâmica é a chave para triathletas e ciclistas contra-relógios, pois ate 80% da resistência no ciclismo vem da força aerodinâmica. Vale lembrar que triathletas devem gastar horas na bike e depois ainda devem correr; também por causa disso, sua posição deve ser menos agressiva que a dos ciclistas (contra-relógio), mesmo estes parecendo ser similares. Notem que estamos falando de provas sem vácuo.
Levando-se em conta a individualidade de cada um, os atletas competitivos devem achar sua melhor posição para acentuar sua força. Podemos citar como exemplo um ciclista escalador que geralmente usa seu selim um pouco mais alto com um avanço e o guidão menores. Enquanto um sprintista prefere o guidão maior, com manetes paralelas ao chão, tacos levemente adiantados e um pé de vela menor. Já os atletas de estrada devem achar um meio termo onde se sintam confortáveis para passar horas.
O ajuste de sua bike pode ser feito num processo de tentativa e erro. Mas, não esqueça antes de mover ou trocar algum componente. Meça e marque sua posição para se certificar que será realmente necessário fazer alguma troca. Qualquer mudança deve ser gradual e lenta, pois o corpo precisa de tempo para se ajustar.
O fato de cada pessoa ser única, não torna fácil o ajuste do atleta na bike. Alguns têm o dorso maior, outros a perna ou os braços. Tudo varia de pessoa para pessoa, as vezes existe até diferença entre o lado direito e o lado esquerdo. As costas podem ser mais curvas ou mais planas na posição de força, os pés podem ter um ângulo mais para dentro ou mais para fora. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora de ajustar a posição na bike.
Músculos desbalanceados, falta de flexibilidade e lesões podem interferir significativamente no ajuste. Quando você está lesionado, seu corpo compensa usando diferentes músculos para fazer o trabalho que seria da área lesionada. Mesmo depois de sanada a lesão você continua a trabalhar na mesma posição compensatória. Por tudo isso, o melhor e procurar um profissional especializado.
Creio que a melhor forma de determinar a mudança na bike é observar cuidadosamente como o atleta se posiciona na bike. Recomenda-se usar um rolo e uma filmadora. Assim pode-se visualizar o ciclista de vários ângulos e rever em câmera lenta, para junto com o ciclista observar melhor. Se possível usar um medidor de potência, para mensurar se o ajuste foi proveitoso. É importante distinguir quando acontece uma perda de potência ou algum desconforto, se foi pelo ajuste ou por algum mau hábito ou postura errada do atleta.

Dicas de bike - como vencer longas subidas

Bike x Subida: Dicas de como melhorar seu desempenho em subidas

Competindo ou mesmo só a passeio, ser um bom escalador de morros com sua bike é uma qualidade que vale a pena ser trabalhada. Investir em um treinamento específico para subidas sempre vale a pena. Abaixo algumas dicas para você melhorar suas subidas.
Por

  
Bike x Subida Bike x Subida

 

 

 

 

 

 

 

Como treinar para subidas curtas

a) Repetindo o morro
Encontre um morrinho não muito forte e que você possa dividi-lo em três partes. O ideal é um que tenha uma inclinação inicial entre 8-10%%, e que no meio de uma refrescada e no fim tenha uma rampa mais forte, entre 10-12%. O comprimento total deve ficar em torno de um dois ou três minutos para ser percorrido.
Comece com oito repetições e arrume uma marca no começo e no fim da subida para marcar o tempo. Arranque em sprint no começo, sente e de uma maneirada na segunda parte e volte a arrancar saindo do selim na chegada ao topo da colina.
Recupere do esforço até a respiração voltar ao normal e suba novamente. Tente fazer as oito repetições no mesmo tempo. Se travar geral, pare tudo, relaxe e esfrie o corpo pedalando e tente novamente na semana seguinte. Marque o tempo de cada subida e observe as condições do tempo e vento para poder comparar seu rendimento.
b) Mudando a cadência
Em longas subidas que tenham uma inclinação razoável, pratique a mudança de cadência. Comece a colina moderadamente e depois de estar já aquecido, procure uma marca cerca de 250 metros a sua frente e vá com tudo pra ela. Saia do selim e acelere o máximo que der. Depois volte ao moderado até recuperar e procure outra marca e vá repetindo os sprints até o fim da subida.
Esse é um bom treinamento para ajudar na mudança de posição numa corrida. É na subida que você consegue engolir os concorrentes.

Dicas técnicas para subidas longas

a) Fique sentado
Ficar sentado no selim o máximo que der é a maneira mais eficiente de usar sua capacidade aeróbica para chegar ao topo de uma colina. Sentado você utiliza os músculos da parte de trás da perna que são mais fortes e gastam menos energia. Em pé, você irá conseguir mais potência, mas consome rapidamente seu estoque de energia.
Mesmo assim, sair do selim algumas vezes em longas subidas ajuda a variar os músculos utilizados e fazer o sangue circular melhor. Mas evite, exagerar na dose socando demais o pé e gastando energia à toa.
b) Relaxe
É um desperdício de energia agarrar o guidão com toda a força e puxar o que der. Tensão demais só diminui a sua resistência. Relaxe. Observe seu corpo para manter as coisas retas, os ombros relaxados e as mãos apenas apoiadas no guidão. Isso fará seu diafragma ficar mais aberto deixando os pulmões trabalharem melhor levando todo o oxigênio que seus músculos pedem, melhorando sua eficiência aeróbica.
c) Mantenha a cadência
Tente manter uma rotação de 90 RPM. Uma marcha muito leve pode gastar suas reservas rapidamente e uma muito pesada coloca muita pressão na transmissão.
Antes de ficar em pé, mude a coroa para uma mais pesada para compensar a cadência menor. Mude rapidamente para a mais leve assim que sentar novamente.
Se a inclinação der uma folga ou o vento de calda ajudar, vá para uma marcha mais forte e mantenha a sua potência igual. Se você se achar a toda hora lutando consigo mesmo, dê uma folga e encontre uma marcha mais leve.
d) Ritme, não corra
Ritmar é crucial para fazer o melhor em uma longa subida. Se você atacar muito forte no começo, pode travar antes do fim. Mesmo se não travar, entrar em déficit de oxigênio e consumir suas reservas de glicogênio podem lhe prejudicar no desempenho geral da prova.
A chave é ficar no aeróbico o máximo possível. Só use as reservas quando preciso ou no final da prova. Se você usa um monitor cardíaco, a freqüência alvo fica em torno de 65% da sua freqüência máxima.
 

Artigo: Venda de bikes.

Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Jonathan Campos/Gazeta do Povo / José Luiz Hunger, da Hunger Bikes: “A primeira bicicleta que o usuário compra tem um perfil. Dali dois ou três anos, ele vai querer uma melhor, mais equipada” José Luiz Hunger, da Hunger Bikes: “A primeira bicicleta que o usuário compra tem um perfil. Dali dois ou três anos, ele vai querer uma melhor, mais equipada”Consumo

Bikes mais modernas ganham mercado

Número de bicicletas vendidas quase não muda, mas o setor está faturando mais. Motivo: o brasileiro tem comprado modelos mais caros.   
     
Os movimentos pró-mobilidade urbana e a popularização da bicicleta não são suficientes para aumentar a produção ou o consumo das bikes no Brasil, mas devem garantir aumento no faturamento de fabricantes e varejistas. O motivo: cada vez mais os usuários trocam as antigas “magrelas” por bicicletas mais modernas e com maior valor agregado. A mudança de perfil promete movimentar R$ 900 milhões em 2014, 10% a mais que em 2013.
Na última década, a produção nacional manteve sua média nominal histórica, de 4,5 milhões de unidades. O consumo também se mantém pouco acima das 5 milhões de bikes. O que mudou no período é o perfil das magrelas, que agora têm cada vez mais tecnologia e acessórios.
Tendência
Indústria aposta nos modelos elétricos
Uma aposta para conquistar novos clientes – e finalmente aumentar a produção – está na regulamentação das bicicletas elétricas. Ainda em fase de elaboração, os fabricantes acreditam que a adoção do modelo europeu vai ajudar no crescimento do mercado.
“É uma bicicleta sem acelerador, com cara de bicicleta, mas com a tecnologia elétrica. É um produto que pode impulsionar a indústria e o comércio a partir do ano que vem”, afirma José Eduardo Gonçalves, da Abraciclo.
As bicicletas elétricas têm um motor que funciona quando o ciclista pedala e que pode chegar a 55 km/h. A partir do momento em que for regulamentada no Brasil, a bicicleta elétrica deve custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Em 2009, 60% do mercado era tomado por bicicletas monomarchas, o modelo mais simples possível, e 40% era de bicicletas multimarchas. Hoje o mercado é igualmente dividido, mas com tendência de domínio das bicicletas mais elaboradas para os próximos anos. Os preços da maioria dos modelos vão de R$ 250 a R$ 3 mil.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves, os usuários buscam mais conforto, desempenho e design. “A bicicleta é uma moda hoje, tem toda a opinião pública em seu favor. É barata, fez bem à saúde e não polui”, explica. “Chega a ser incoerente que, com toda esta propaganda positiva, a produção não aumente ano a ano”, afirma.
A explicação dos fabricantes para que isso não aconteça é que no Brasil já existem mais de 70 milhões de bicicletas rodando e 7% delas são trocadas ano a ano. “É uma bicicleta para cada três habitantes. É muita coisa”, conclui Gonçalves.
José Luiz Hunger, proprietário da Hunger Bikes, confirma o movimento. “A primeira bicicleta que o usuário compra tem um perfil. Dali dois ou três anos, ele vai querer uma melhor, mais equipada, mais confortável. É natural que nas compras seguintes, ele adquira um produto mais sofisticado”, afirma.
O empresário Carlos Can­cusso, da Bicicleta Mania, explica que o surgimento de novos modelos também têm atraído novos adeptos. “Com uma variedade maior, como as bicicletas híbridas mountain bikes e bicicletas dobráveis, há uma chance maior de angariar novos ciclistas”, completa.
Mais transporte
O cicloativismo também tem mudado a finalidade do uso das bicicletas. Atualmente, 50% das bikes compradas em território nacional são usadas para transporte e locomoção, de acordo com a Abraciclo. Do restante, 32% são infantis, 17% são usadas para recreação e 1%, para competição.
Exportações não resistem ao avanço chinês
O Brasil é o terceiro maior fabricante e quinto maior mercado consumidor de bicicletas, mas vê suas exportações caírem drasticamente ano após ano. De 33 mil unidades de 2006, as vendas ao exterior caíram a 2,4 mil em 2011, segundo a Abraciclo.
A queda se dá pelo domínio dos produtos chineses, que já têm 70% do mercado mundial – e avançam também sobre o Brasil. Ainda que as importações de bicicletas montadas se mantenham estáveis, o número de componentes made in China nos produtos nacionais avança. A estimativa de revendedores é de que mais de 50% dos materiais usados nas bikes brasileiras vêm do outro lado do mundo.
Para conter o movimento, o Ministério do Desenvolvimento elevou, há dois anos, a alíquota de importação de bikes, de 20% para 30%.

Fotos de Pedal - Diversos.

Galera, aqui estão fotos de passeios que fizemos durante as últimas semanas.

Achei muito interessante um colega dizendo que achou incrível, num passeio, os "veteranos" esperarem os "novatos". Ser ciclista é isto, é este espírito que nos move. Companheirismo.

Todos nós fomos "novatos" um dia. Lembrem-se disto.

Um abraço a todos.