sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DICAS DE BIKE - PARTE 4

31 O freio dianteiro é o mais eficiente deles. O de trás também reduz a velocidade, mas, como o peso do corpo é transferido para a frente, a eficiência dele cai. Se tiver de brecar de sopetão, jogue o peso do corpo para trás, segure o guidão e module os manetes para que as rodas não travem.
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32 Braços levemente dobrados funcionam como amortecedores contra choques. Se eles chegam ao guidão exageradamente esticados.

33 troque o avanço do guidão por um menor ou incline-se mais para a frente. Você está no meio de uma descida e a corrente sai para o lado do quadro. O que fazer? Não é preciso sair da bike. Usando o manípulo de mudança da frente, pressione-o não até que passe para o segundo prato, mas quase, e pedale suavemente. Em 90% das vezes, a corrente volta a entrar.

34 Procure levar um elo de engate com você (ou preso à bike com uma fita adesiva) para se a corrente quebrar, consiga repará-la rapidamente.

35 Se ela sair para o lado do crank, não pedale, pois poderá parti-la. Isso porque, provavelmente, ela ficará encaixada entre o prato e o crank, sendo necessário ir lá com a mão.

36 Quando for mudar de marcha, alivie a força nos pedais antes e, especialmente, quando estiver pedalando em uma subida.

37  Se acha que o seu capacete está sujo demais, não coloque-o dentro da água para lavá-lo. Você vai estragá-lo. Use um pano úmido.

38 Se caiu e o selim saiu dos rails, não perca tempo tentando colocá-lo de qualquer maneira. Se o caminho para casa é longo, pegue uma câmera e enrole-a entre os rails e a superfície do selim para que fiquem relativamente fixos até que consiga chegar em casa.

39 Aprenda a lubrificar os cabos. Solte o L (o tubo de alumínio que une os freios) do V-Brake dos freios.
Mova o conduíte, deslizando para cima para descobrir o cabo. Ponha algumas gotas de óleo de teflon especial, vendido em lojas especializadas.

40 Uma das piores avarias mecânicas que pode vir a ter é o desviador traseiro ir “desta para melhor” quando estiver no meio do nada, algo como o seu carro ficar apenas com o ponto morto no meio da estrada.
Solução: se tiver um descravador de corrente, retire alguns elos dela para que a corrente fique fixa em uma só marcha (como se você transformasse a sua magrela em uma singlespeed). Ao menos, conseguirá  chegar em casa

DICAS DE BIKE - PARTE 3

21 Em temperaturas extremas, seja calor ou frio, procure, depois de beber, soprar pelo tubo da mochila de hidratação para que o líquido volte ao recipiente e mantenha o líquido que você guarda ali em uma temperatura adequada.
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22 Em algumas ocasiões, os parafusos divididos pelo quadro (suporte de caramanhola, bagageiro), que aparentemente não têm uma função, podem nos tirar de algum apuro. Como todos têm mais ou menos as mesmas medidas, podem ser repostos no caso de uma perda. Você poderá, por exemplo, usar um do suporte da caramanhola para prender a polia do câmbio traseiro.

23 Se um dos raios da roda romper, o melhor a fazer é prendê-lo perto do mais próximo, para que consiga voltar para casa. É sempre importante levar com você uma chave de raios, um raio na medida da sua magrela e um niple. Na grande maioria das vezes, ele quebra no cotovelo, junto a flange, onde ele é mais exigido. Se ele quebrar, desaparafuse do niple, enrole o raio quebrado no outro ao lado. Para afrouxar, gire no sentido anti-horário. Para apertar, no sentido horário.

24 Se você usa um GPS, procure protegê-lo do tempo com um saco plástico.

25 Observe se, ao engatar a 1ª marcha, a corrente está na coroa maior. Se estiver na 2ª, veja se, ao empurrar o câmbio com a mão até a coroa maior, ela muda ou não. Se não mudar nem que a empurre, afrouxe o parafuso do câmbio marcado como L. Se, ao empurrar, ela mudar, tensione o cabo, girando o tensor do trocador direito para a frente.

26  Mais uma dica para quem morre de medo de se deparar com um pneu furado em uma trilha longe da “civilização”. Se o furo  não for grande demais, uma solução de emergência é grudar chiclete na câmera.

27 Nunca, nunca fique atrás de um cavalo solto no caminho. Mantenha uma distância que permita a você uma margem de manobra.

28 Se é daqueles que leva uma garrafinha dágua na caramanhola, não esqueça de retirá-la quando for consertar um pneu furado e tiver de virar a bike de ponta cabeça. Caso contrário, poderá ficar sem o precioso líquido.

29 Na chuva, os cuidados e a atenção devem ser redobrados. Comece a frear com certa antecedência e mantenha distância de carros e outras bikes, já que o chão liso ou com poças d´água são um convite a derrapagens e colisões. Aumente o raio das curvas, especialmente se o terreno está liso.

30 Se a ideia é pedalar em um terreno mais acidentado ou em um aonde vai encontrar um número considerável de pedras soltas, equipe a sua magrela com um pneu traseiro com cravos grandes. O seu desempenho será melhor. Em terrenos planos e pouco arenosos, prefira pneus mais lisos.

DICAS DE BIKE - PARTE 2

11 A bike freia e muda de marcha como se estivesse nova, mas faz um ruído constante na corrente. Se tiver um pouco de lubrificante, bastam alguma gotas na corrente para que fique mais suave.
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12 Se a corrente sair da catraca maior para fora (lado do pedal), gire meia volta o parafuso marcado com um Hi no câmbio dianteiro. Se a corrente cair da catraca menor para o lado do quadro, gire o parafuso Lo meia volta no sentido horário.

13 Se sente que a caixa de direção tem uma pequena folga, é hora de fazer um ajuste.Solte os parafusos do avanço de guidão o suficiente para que eles girem sem que faça esforço. Aperte um quarto de volta o parafuso localizado no meio da tampa sobre o avanço. Vá apertando aos poucos, um quarto de volta por vez. Alinhe o guidão ao eixo da roda. Aperte os parafusos do avanço. Com a bike entre as pernas, acione o freio dianteiro e chacoalhe-a para a frente e para trás. Se ouvir um clique ou a caixa de direção se mexer, é preciso apertar mais. Repita o procedimento, tomando cuidado para não espanar o parafuso.

14 Pneu furado. Você é do tipo que deixa os desmontáveis em casa? Você pode usar as chaves de roda para tirar o pneu da roda. Mas cuidado para não danificar o aro.

15 E se tiver esquecidos os remendos? Há muitas soluções, mas uma dica que nunca falha é colocar em uma das revisões completas ou ao trocar os pneus um par de remendos na parte interna do pneu, entre ele e a câmera. Na hora da emergência, isso é um verdadeiro tesouro.

16 Você desceu da bike várias vezes e, em algum dos momentos em que tirou a mochila, perdeu a boca da mochila de hidratação e, agora, a água está vazando. Sopre para que o líquido entre na bexiga. Como solução de emergência, use algum objeto cônico (pode ser um ramo ou papel enrolado) e encaixe no extremo do tubo.

17 Os insetos podem amargar o seu passeio. Se uma vespa o picar, faça um pouco de barro com a água da mochila e aplique sobre a picada.

18 Cruzar um córrego ou rio até tem a sua diversão, mas já cansou de passar por eles e de a água entrar na sapatilha pelas ranhuras onde elas se fixam nos pedais clip. Ao voltar para casa, passe silicone e as sapatilhas ficarão impermeáveis, ao menos nessa área.

19 Se está apenas na metade do percurso e o canote não para de mexer por mais que tenha apertado o parafuso, uma lata de alumínio de qualquer refrigerante pode solucionar o problema. Corte uma pequena tira da lata até que molde uma lâmina fina que seja quase todo o diâmetro do canote e coloque-a sobressaindo pela parte superior do quadro. Isso fará com que ele se ajuste
e poderá chegar ao seu destino.

20 Depois de uma descida, você se dá conta que seus antebraços não “aguentam mais”. Uma boa maneira de evitar que isso ocorra é levar os manetes do freio relativamente desapertados ou perto do guidão, o que fará o esforço de manter o guidão e frear ao mesmo tempo mais suportável.

DICAS DE BIKE - PARTE 1

50 dicas para você virar um biker expert

Fazer uma viagem ou uma trilha de mountain bike exige conhecimentos mínimos de mecânica para que consiga se livrar dos percalços que aparecem no caminho. Confira as 10 primeiras dicas.

1. Procure não pedalar sozinho. Se o fizer, avise parentes ou amigos sobre o percurso que vai fazer. Seja realista sobre o seu condicionamento físico e informe-se sobre o tempo. Lembre-se  de que, no verão, as temperaturas são altas e que deve-se evitar a prática de atividade física nos horários em que o sol está a pino.
Mais 10 dicas para você virar um biker expert
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2. Outro detalhe importante é ficar atento às condições climáticas e quantas horas vai gastar no passeio, para que não seja pego de surpresa no meio do caminho por uma forte chuva ou pela escuridão. Dê preferência por pedalar pela manhã, pois o desgaste será menor e terá mais tempo para voltar no caso de um imprevisto.

3. Procure ser amigável com todos, não economize um “bom-dia” e sempre que encontrar alguém seja gentil, pois nunca se sabe quando irá precisar de ajuda. Mesmo pedalando em estradas de terra, siga os princípios básicos de como andar de bicicleta: trafegue pela direita, respeite os cruzamentos e pedestres, obedeça a sinalização e, mais do que nunca, leve todo o lixo produzido no passeio de volta para casa. Deixe apenas as suas pegadas e guarde somente lembranças ou imagens do local.

4. Carregue sempre com você uma garrafa com água ou bebida energética e algo para fazer um lanche, como uma barrinha de cereais, gel de carboidratos, frutas secas ou passas. Leve, também, um kit básico com ferramentas, uma câmera reserva, bomba de ar, remendo etc. Não esqueça: dinheiro, documentos e celular, indispensável para quem curte pedalar.

5. Revise a bike periodicamente, especialmente antes de sair de casa para fazer um passeio ou viagem. Verifique a pressão dos pneus e o estado do câmbio, dos freios e dos pneus. O principal? Os parafusos dos passadores, do selim e do canote.

6 Praticamente todos os problemas têm solução, desde que você tenha se preparado para enfrentá-los. Às vezes, na pressa, acabamos por não cumprir os requisitos prévios mínimos e as complicações começam no meio do caminho, por exemplo, uma das sapatas de freio que roça no aro. A solução é simples: no próprio freio, encontrará um minúsculo parafuso na parte lateral.
Aperte-o meia volta (girando no sentido horário) e a sapata se separará do aro.

7. Se perceber que a bike está instável e que está difícil rodar, provavelmente é porque a pressão dos pneus está baixa. Pare imediatamente e os encha. A pressão deve ser de, no mínimo, 2.0 BAR (para pessoas mais leves pode ser um pouco menos, mas nunca abaixo de 1.8 BAR).

8 Você chega à primeira descida de seu passeio e nota que a bike não freia como antes, ainda que faça força no manete do freio. Uma das razões mais prováveis é que as sapatas – no caso do freio V-Brake – ou as pastilhas – no caso do freio a disco – estão desgastadas. Se a superfície de contato com o aro estiver irregular, pegue uma lixa ou lima e desbaste as arestas.

9. As marchas não param de raspar durante a troca! Regra nº 1: quanto mais tempo pedalar com o câmbio desajustado, mais difícil será ajustá-lo de novo. Regra nº 2: ponha o câmbio traseiro com a corrente engrenada na catraca menor. Esse será o ponto de partida. Regra nº 3: não encoste nos parafusos do câmbio se não souber para que eles servem. Você pode piorar as coisas. Se o problema for um pequeno desajuste, provavelmente é a tensão do cabo. Levante a roda traseira, gire o pedal com as mãos e acione o câmbio para que a corrente suba à catraca maior. Se não subir, falta tensão no cabo. Gire o ajuste no sentido anti-horário (um quarto de volta) para esticar o cabo.. Se continuar não subindo, gire mais um quarto de volta. Se o problema se mantiver inalterado, volte o regulador e dê mais tensão ao cabo, soltando o parafuso de fixação ao lado do câmbio.

10. Se, ao contrário, eles não baixam, suba a corrente até a catraca maior e gire o tensor correspondente um quarto de volta, desta vez, no sentido horário.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fotos do Pedal do barro!

Realizei meu sonho. Parecia brincadeira de criança... pulando poças d'água cheias de barro. Barro por todo lado e para todo gosto. Foi demais. Nem liguei que tive que dar uma mega geral na bike.
Os companheiros são nota 10. Ninguém caiu, tudo beleza mesmo. Mesmo estando escorregadio.
A galera já é "elite".


















terça-feira, 15 de outubro de 2013

Aro 26 ou 29. Qual é o melhor?

Como muita gente tem me perguntado sobre como tem sido minha experiência com uma bike de aro 29, resolvi escrever esta matéria, relatando um artigo lido na internet. O autor do artigo, Matt Pacocha, escreve no site http://singletrack.competitor.com e na revista VeloNews. Quem quiser ler o artigo (em inglês) o link é: http://singletrack.competitor.com/2011/02/29er/face-it-the-26-inch-hardtail-is-dead_3050. Como traduzir o artigo iria tomar muito tempo, fiz um resumo dos principais pontos.
A frase de abertura do artigo já é bem polêmica: The 26-inch-wheeled hardtail mountain bike is, indeed, dead. ( A mountain bike rígida de aro 26 está morta, sem dúvida).
O Matt Pacocha já havia escrito um trabalho anterior relatando testes comparativos de desempenho de bikes rígidas (hard-tails) versus full-suspensions, para corrida de cross-crountry, e chegado à surpreendente conclusão que as bikes full são mais rápidas. Eu não li este primeiro artigo porque não está disponível on-line (só na versão impressa da Velonews de julho de 2009). A idéia que ele passa é que a velocidade real de uma full é maior porque os pneus permanecem sempre em contacto com o chão, resultando portanto em melhor tração e controle. Outro ponto, é que com a evolução da tecnologia do carbono e das suspensões, o peso deixou de ser um fator em favor das rígidas, assim como o “molejo” que resultava em perda de eficiência nas full. Aí entra a idéia de velocidade percebida versus velocidade real. Numa rígida se pode ter a impressão de estar indo mais rápido por causa do esforço adicional requerido para pilotar a bike. Eu faço um paralelo com se dirigir uma BMW a 160Km/h e um Fusca a 120Km/h. No Fusca vai parecer que estamos voando, enquanto na BMW vai parecer um passeio.
Bom, o fato é que nesse novo artigo, Matt Pacocha relata que repetiu os testes de antes, agora incluindo uma aro 29 rígida para comparar com as duas aro 26 (uma rígida e outra full). Os testes foram conduzidos numa pista de cross-country de 3.1 milhas (~ 5Km) as bikes eram de alumínio, com os mesmos componentes e pilotadas da mesma maneira, visando manter a potencia usada aproximadamente constante. A diferença de peso entre elas menor que 0,5Kg. Foram feitas 28 passagens com cada bike na pista ao longo de 14 dias e calculadas as médias. Os resultados ( valores médios por volta) estão na tabela abaixo, convertidos por mim para KM/h.
Bike
TempoVelocidade Média (km/h)Velocidade Máx. (km/h)Potência (Watts)
29 rígida
13:3922.0038.56
219.9
26 full
14:3620.7639.59
220.5
26 rígida
15.0020.1237.82
225.0
Dá pra ver que a 29 ganha no tempo e na velocidade média. A full 26 ganha na velocidae máxima e a rígida 26 perde em tudo. A conclusão do autor é que se a trilha ou pista de cross-country for muito técnica é melhor usar a 26 full, porque ela cansa menos e o risco de cortar um pneu numa pancada é menor. Ou seja, a vantagem é por causa da suspensão, não pelo tamanho da roda. Se a trilha for mais suave (como os nossos estradões e muitos single tracks) a 29 ganha. Em qualquer caso, segundo ele, quem usar uma 26 rígida vai ficar em desvantagem. Por isso ele decretou a morte da 26 rígida. Vejam a foto das bikes usadas no teste.

Falta agora ele fazer testes com uma 29full. Se valer a mesma lógica, vai ganhar em tudo. Um blog muito bom pra ler sobre bikes aro 29 é o do P29BR. Tem vários relatos de testes com bikes 29.

domingo, 13 de outubro de 2013

Fotos pedalada Dia das Crianças -Chapada.

Valeu pessoal. Fizemos bonito. O clima ajudou muito. Tava fresquinho, pegamos uma garoa e deu tudo certinho.
Fizemos em tempo recorde.

Galera nota 10!