quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Fotos do pedal do dia 4 setembro.

Valeu pessoal.. mais uma vez fizemos bonito.

Clima mais ameno, sem poeira, estrada menos esburacada...tudo beleza.







Pensa numa foto estranha kkkkkkkkkkk é Fábio.. ta feia esta kkk





 A Carmem teve sorte de principiante... uma camara de ar furada .....




e agora,.... um pneu rasgado....o Alencar deu um jeitinho brasileiro.. e deu para ela pedalar legal.




 olha a gambiarra na estrada .....











terça-feira, 3 de setembro de 2013

Trocando a câmara...dicas.


Pneu no chão



Se o pneu furou pela primeira vez, devemos trocar a câmara pela reserva. Para isso, tire a roda do pneu furado, esvazie todo o ar e retire o pneu com o auxílio das espátulas. A habilidade vem com a prática, não se desespere! Cuidado para que a câmara não seja "mordida" pelas espátulas no ato da retirada. Com as duas mãos, segure a parte superior do pneu (banda de rodagem) e empurre para cima. Com a sua mão mais forte pegue uma espátula e encaixe no vão formado entre o fundo do aro e a cinta do pneu. Nasceu aí uma alavanca com ponto de apoio na borda do aro. Faça força para baixo, fazendo com que a cinta do pneu saia por fora e por cima do aro, ultrapassando sua borda. A espátula tem um encaixe para ser presa aos raios e manter o pneu fora do aro. Encaixe no raio e descanse um pouco, você está indo bem.













 

 
 
 
 

 

2)  Pegue outra espátula (normalmente são três) e coloque em um dos vãos que estão sendo formados entre a cinta do pneu e o fundo do aro e force para o lado e para cima até que se consiga o mesmo efeito da primeira espátula.

      



Com a 3ª espátula, repita a operação várias vezes, até completar a volta no aro.




















 

3)  Uma lateral inteira já está fora do aro com a câmara exposta e pronta para ser puxada para fora (fig.3). Guarde a câmara furada, pois daqui a pouco iremos repará-la. Antes de montar a câmara reserva, passe as pontas dos dedos por dentro do pneu para descobrir o provável motivo do furo. Às vezes encontramos alguma pedrinha, pedaço de vidro ou prego e, realizando esta manobra fácil e simples, evitaremos um novo furo na próxima câmara de ar.
 


Montando


4)  Deve-se iniciar a colocação da câmara reserva, pelo encaixe da válvula. A câmara deve estar com pouca pressão, o necessário para formar um perfil arredondado. Vá colocando-a internamente no pneu até completar toda a volta.




 
 



5)  A partir da região da válvula, comece a encaixar o pneu usando o peso do corpo e forçando com os polegares. Depois de completada a operação sempre sobra um finalzinho para entrar no aro. Não se desespere, pegue novamente as espátulas e faça o movimento contrário da retirada, com a espátula invertida. Desta forma, com muito cuidado para que a câmara não seja " mordida", coloque o restante do pneu para dentro do aro. Agora é só encher!










 


Pressão dos pneus
     A faixa de calibragem vem indicada na lateral dos pneus. É importante respeitarmos a recomendação. Lembre-se: pneu com pressão abaixo das especificações permite que o aro bata diretamente nas quinas dos buracos, danificando aro, pneu e câmara e pneus muito cheios amassam os aros porque a função de amortecedor dos pneus é anulada. Quanto mais cheios os pneus, maior será a performance da bike e menor será o conforto. Em bikes de estrada, na cidade, aconselhamos o uso de pneus 28 C (aros clincher) ou 1 3/4" (aros 27") deixando a bike mais macia e versátil no trânsito.


 
Reparando o furo



1)  Encha a câmara a ser consertada e descubra através do som do ar vazando, com a sensibilidade da pele do rosto ou mergulhando a câmara dentro de uma bacia, o local do furo. Não a esvazie, pelo contrário, encha-a bem. Pegue a lixa e passe no local do furo num diâmetro um pouco maior do que será o remendo, o tamanho mínimo de um remendo é de 2 X 2 cm.
 


2)  Deixe a superfície bem lixada e limpa. Espalhe bem a cola numa camada fina e uniforme, deixe-a secar por uns 3 minutos.
 
 
 
 
3)  Agora cole o remendo, pressionando bem.
Certifique-se de que o remendo colou completamente.

 



Cinta protetora

 


Fica alojada entre o pneu e a câmara para evitar a penetração de objetos pontiagudos. Protege bem, mas com um único inconveniente: deixa as rodas um pouco mais pesadas diminuindo a performance.

      





Tipos de pneus para a cidade

misto
slick
biscoito

prós: conforto, versatilidade e maior dificuldade de furar.

contras: não consegue a mesma performance do slick.
prós: excelente performance.

contras: desconforto por necessitar maior calibragem. É o mais fácil para furar.
contras: péssima performance no asfalto e desgaste excessivo. É anti-econômico.



Pneus para Mountain Bike...

Pneus de mountain bike, como escolher
 



     Explicaremos como você pode escolher o pneu para a sua mountain bike. 
A escolha não se baseia apenas na qualidade do pneu e na sua função,
mas também no preço, na durabilidade e, é claro, no seu gosto pessoal.
  
     Hoje em dia os pneus estão cada vez mais específicos e alguns
modelos chegam a ter sua durabilidade reduzida para proporcionar
mais desempenho em competições. Daí a necessidade de se ponderar
os benefícios de cada modelo.
 

     Já existem pneus sem câmara para mountain bike, mas eles só
podem ser usados com aros específicos e ainda são mais caros que
os convencionais. Sua principal vantagem é a diminuição dos furos,
pois a maioria dos furos em trilhas acontece pela chamada mordida
de cobra ("snake bite"). Este tipo de furo acontece no choque entre o
aro e o solo, espremendo a câmara entre os dois, deixando 2 furos
 lado a lado. Por isso sua analogia com a cobra.
 
     Existem 2 tipos de pneu com câmara para mountain bike:
 
  • com armação de arame: mais pesados e mais baratos, equipam a
  •  maioria das bicicletas.
  • com armação de Kevlar: mais leves e mais caros, são melhores
  •  para competir além de possuirem a vantagem de serem dobráveis.
 Isso é útil para levá-los em viagens, assim os cicloturistas podem
dispor de pneus para asfalto e para terra.
 
 
 
1. As medidas
 
     Os pneus de mountain bike, exceto raras exceções, possuem a
 medida de diâmetro 26 polegadas (escreve-se normalmente 26").
Quer dizer que o diâmetro interno do pneu (e do aro) tem aproximadamente
66 cm. As exceções ficam por conta de alguns modelos de cicloturismo (27"),
algumas bicicletas híbridas como a Bad Boy Scalpel da Cannondale
(que usa pneu 700) e, agora a moda da vez, aros 29".
 
   A outra medida usada num pneu de mountain bike é sua largura,
também em polegadas. Os pneus variam de 1.0" (para asfalto) a 2.7"
(para downhill). É muito importante tomar cuidado com esta largura
porque existem quadros que não suportam as medidas maiores e
seu pneu pode raspar no quadro. Para ter certeza, consulte o manual
da sua bicicleta e da sua suspensão para saber a largura máxima do pneu.
Os aros para os pneus de downhill também são maiores e mais reforçados,]
 por isso é preciso usar peças compatíveis.
 
   As medidas do pneu, bem como sua pressão recomendada e sua
direção de uso estão impressas na lateral e devem ser entendidas assim:
 
26 x 1.9     (diâmetro do aro x largura do pneu)
 
     De uma maneira geral, podemos organizar os pneus e suas
respectivas funções como mostrado na tabela abaixo:
 
uso recomendado
medidas
asfaltode 1.0 a 1.6
cross-countryde 1.7 a 2.4
downhillacima de 2.2
 
 
     Se você já escolheu o tipo de pneu que vai comprar, mas está em
dúvida quanto à largura, basta seguir a regra: quanto maior o pneu,
maior sua tração (portanto resistência à rolagem), maior seu conforto e
resistência aos impactos. Por exemplo:
 
     Você escolheu comprar um pneu para asfalto e quer saber se compra
 o 1.0"  ou o 1.6".  Os pneus 1.0" são ótimos para asfaltos sem buracos,
 mas eles passam a ser desconfortáveis no menor sinal de buracos.
Dependendo do seu estilo de pilotagem eles correm um sério risco de furar e até amassar o aro. Já os pneus 1.6"  são mais confortáveis, mais resistentes
 a furos e mais seguros nas curvas, mas obrigam o ciclista a fazer mais
força no pedal. Resta saber o que é mais importante para você e escolher
entre eles ou um intermediário (1.2"  por exemplo).
 
 
 
2. A pressão
 
     Como já dissemos anteriormente, a pressão recomendada para
o pneu vem impressa na sua lateral. Não se deve ultrapassar o
 limite inferior da pressão para evitar furos, nem ultrapassar o limite
superior para evitar que o pneu estoure.
 
     A unidade comumente usada para pressão é a "libra-força por polegada quadrada" (Lbf/pol2), ou em inglês "pound square inch" (P.S.I.).
No Brasil, as pessoas se acostumaram a dizer apenas "libras", que
na verdade é unidade de massa (assim como o kg). Apesar de errado,
 é assim que a maioria dos ciclistas chamam esta unidade e é como a
 trataremos aqui também. Normalmente a lateral dos pneus recebe
uma inscrição como no exemplo abaixo:
 
"recommended pressure: 35-65 P.S.I."   ou   
 "keep inflated: 35-65 P.S.I."
 
 
     Alguns compressores de postos de gasolina possuem uma
outra escala na unidade BAR. Tome o cuidado de não usar esta
 
 escala, pois ela é bem diferente do P.S.I. e você pode estourar o pneu.
 
     Os valores de pressão não devem ser confundidos com quantidade
de ar dentro do pneu. É comum um ciclista ter que convencer um motorista
de carro que o pneu da bicicleta não vai estourar com 80 libras, apesar
de seu carro usar apenas 28. Isto é porque o pneu do carro tem uma rigidez muito maior e muito mais espaço para deformações. Já os pneus de bicicleta
são feitos de um material bem mais flexível, trabalham com uma distância (entre o chão e o aro) de poucos milímetros, então não podem deformar muito.
 
     Normalmente, quanto mais finos os pneus, maior a pressão usada.
As mountain bikes usam entre 35 e 65 libras, enquanto que as bicicletas
de estrada chegam a usar 120 libras. A pressão do ar dá forma e rigidez
ao pneu ao mesmo tempo em que permite sua deformação para a absorção
dos impactos e para manter o atrito com o solo.
 
     Dentro dos limites estipulados pelo fabricante, cada situação deve
 orientar se a pressão deve ser maior ou menor, mas a regra é:
 
  • para conseguir mais aderência (asfalto esburacado, trilhas escorregadias
  • ou com obstáculos) deve-se reduzir a pressão.
  • para conseguir mais velocidade (asfalto bom, trilhas mais lisas ou
  • de terra batida) deve-se aumentar a pressão.
     
          A sua experiência em cada piso vai lhe indicar a melhor pressão a ser usada.
     
     
    3. A banda de rodagem
     
         É uma das partes mais importantes e mais subjetivas na hora da escolha
  • do pneu. É a região que entra em contato com o solo e é a parte que fará a
     diferença entre escorregar e tracionar. Os pneus estão cada vez mais
    específicos para o tipo de terreno que serão usados. Existem pneus para
    asfalto (slicks), para trilhas com obstáculos (cross-country), para trilhas mais
    batidas e com boa aderência (semi-slick), para trilhas com barro (mud), para
    downhill (medidas maiores e maior rigidez) e também os mistos, que servem
     tanto pra asfalto quanto pra terra. Os mistos são os de menor desempenho.
    Existe até uma frase famosa entre os trilheiros: "Pneu misto: ruim no asfalto,
      pior na terra!".

    os diferentes tipos de pneus
     
    semi-slick traseirosemi-slick dianteiromistopneu para lama
     
     

         Alguns pneus são usados tanto na frente quanto na traseira,
    mas outros são desenhados especificamente para cada roda.
    Há ainda os que são invertidos quando se passa de uma roda para a outra,
     pois a tração é feita de maneira diferente. O pneu dianteiro precisa de tração
     nas curvas e nas freadas. Já o traseiro precisa de tração nas arrancadas,
     mas não é necessária tanta aderência nas curvas. Por isso, alguns pneus
    traseiros têm um perfil mais "quadrado".

    alguns modelos de pneus para downhill
     
    trilha secatrilha com lama (mud tire)trilha rápida
     
     
     

          Para se saber em que direção o pneu vai girar, existe uma seta na
     lateral dele apontando o sentido de rotação ao lado da palavra "rotation".
     Quando um pneu é usado nas duas rodas, mas com sentidos opostos,
    existem duas setas, uma acompanha a palavra "front" indicando o sentido
    de rotação se o pneu for instalado na roda dianteira. A outra seta acompanha a palavra "rear" e indica o sentido de rotação se o pneu for instalado na roda traseira.

    veja como pneus de mesma medida podem ter diferentes funções
     
     
     
     

    4. Manutenção
       Apesar de estarmos acostumados a dizer que o pneu furou, a peça a ser
    consertada, na maioria das vezes, não é o pneu. A câmara de ar é a peça
    que dá a forma ao pneu e é ela que deve ser reparada com um remendo no
     caso de furos.
      Um ciclista prevenido anda sempre com uma câmara reserva para
    simplesmente trocá-la, deixando para remendar o furo em casa. Isso é
     praticamente obrigatório numa competição. É possível trocar a câmara
     furada em menos de dois minutos, mas remendá-la demoraria cerca de
    10 minutos.

    Dicas para pedalar em época de chuva.

    Nada mais propício nestes tempos...
    Para nós do MTB, chuva é sinal de desafio. Barro, estradas mais lisas... alguns tombos, como de praxe. Mas, também é sinal de ar mais puro, matas mais verdes...

    10 dicas para pedalar na chuva

     
    Nem todo mundo consegue sair com a bicicleta quando está chovendo. O desconforto parece tão grande que muita gente acaba deixando a bicicleta em casa – ainda que isso implique em perder um tempão a mais no congestionamento ou aguentar o aperto no transporte público, situações que pioram em dias assim. Assim, reunimos algumas dicas que podem ajudar.

    1 Perca o medo da água

    Quem vive na cidade aprende desde cedo a se esconder da água que cai do céu, seja debaixo de um guarda-chuva, dentro de uma casa ou dentro de um carro. Aliás, o carro é usado muitas vezes como um guarda-chuva caro e espaçoso: fechou o tempo e pronto, lá vamos nós dirigindo até a esquina de baixo…
    O problema não é tomar chuva,mas ficar com roupa molhada no corpo depois.
    O primeiro passo para conseguir encarar a chuva é compreender que ela é parte da vida. É fundamental para a produção de alimentos, para a sobrevivência de animais e plantas, para regular a temperatura do ar e até para limpar um pouco a poluição de nossas cidades. Aceite-a como um presente da natureza, como parte essencial do que somos e de quanto caminhamos como espécie para chegar aqui. Chuva é vida.
    Mas calma, você não precisa criar uma paixão repentina por banhos de chuva!   Também não precisa passar o dia trabalhando com a roupa molhada, nem precisa pegar um resfriado. E é aí que entram as nossas dicas. Claro que se você perceber que será uma chuva rápida, vale a pena esperar 10 ou 15 minutos debaixo de alguma cobertura, mas nem sempre isso é possível ou previsível. Uma hora você vai ter que encarar uns pingos.

    2 Tenha uma boa capa

    Ao pensar em usar a bicicleta na chuva, muita gente pensa logo nas roupas que os motociclistas usam. Entretanto, apesar de eficientes para impedir a entrada da água e do frio, são bastante inadequadas para o uso com bicicleta, pois bloqueiam a saída do calor do corpo e da transpiração. Pra piorar, limitam os movimentos.
    A melhor solução é usar uma capa de chuva mesmo, de preferência do tipo poncho, que cobrirá todo seu tronco, cabeça e boa parte das pernas. Existem capas específicas para o uso com bicicleta, com tecido leve e aberturas estratégicas para permitir que o calor do corpo escape e a transpiração evapore.
    A solução mais barata, e nem por isso menos eficiente, são aquelas capas de chuva transparentes e descartáveis que são vendidas até em bancas de jornal. Dobrando com cuidado depois de seca, você consegue usar mais de uma vez.

    3 Instale paralamas

    Paralamas são importantíssimos. A chuva que cai do céu é limpa, mas a água que o pneu tira do chão e joga para cima é bastante suja, seja por terra e poeira ou por causa do óleo que cai do motor dos carros. Sem paralamas, essa água vai direto no seu rosto e nas suas costas.
    Quanto mais “envolvente” for o paralama, melhor. Mas como as bicicletas nacionais raramente têm suporte adequado para a instalação, é preciso recorrer a modelos que prendam no canote e embaixo do garfo. Se você tem bagageiro, é altamente recomendável colocar um paralama por baixo dele, senão é a sua bagagem que vai conter a sujeira do asfalto…
    Foto: Earl Wilkerson (cc)
    Foto: Earl Wilkerson (cc)

    4 Ensaque tudo dentro da bolsa ou mochila

    Coloque tudo dentro de sacos plásticos, sempre. Depois que uma chuva forte te pegar de surpresa, você vai passar a guardar tudo dentro de sacos plásticos, mesmo que esteja fazendo o maior sol. Nada mais frustrante que chegar ao destino esperando vestir a roupa seca da mochila e ela estar toda molhada.
    Não corra o risco de estragar seu celular, mp3, ipod e etc. com a água da chuva: guarde os eletrônicos numa sacola plástica e coloque dentro da mochila ou alforge.
    Se você tem um bagageiro, coloque a mochila toda dentro de uma sacola plástica grande antes de prendê-la.

    5 Mantenha os pés secos

    Uma alternativa barata e bastante eficiente (ainda que tenha um visual nada elegante) é envolver os pés com sacolinhas plásticas, daquelas de supermercado. Mas atenção: é importante manter as meias dentro da proteção da sacola também, para que a água da chuva não infiltre por elas! É recomendável o uso de duas sacolas em cada pé, uma por cima da outra.
    Há um acessório vendido em outros países com o nome de overshoes, uma cobertura impermeável para cobrir o calçado. Funciona muito bem, mas é quase impossível de se encontrar no Brasil. Há também a opção de usar um calçado que você não se importe em molhar, levando outro protegido na mochila, para trocar quando chegar ao destino.
    Também é possível pedalar com um chinelo, papete ou sandália. Mas tome cuidado para que o pé não escorregue do pedal durante a pedalada, ou ao apoiá-lo no chão quando você parar a bicicleta.
    Se ainda assim seu sapato ou tênis molhar no caminho, forre-o com papel toalha quando chegar ao destino e calce com o pé sobre essa camada. Troque o papel absorvente a cada meia hora no máximo e logo estará seco, sem você precisar ficar descalço.

    6 Use luvas

    Luvas já são recomendáveis em situações normais, por protegerem as mãos em caso de queda e por evitar irritação na pele, que fica em atrito constante com a manopla. Em dias de chuva, tornam-se ainda mais úteis, para que suas mãos não escorreguem no guidão.
    Quanto ao tipo de luva, depende se está frio ou calor: no frio, é melhor usar as de dedo fechado, para que a mão não enrijeça. O importante é que seja um modelo em que a mão não escorregue na manopla, por isso é bom comprar luvas próprias para ciclismo.

    7 Controle a transpiração

    Debaixo da capa de chuva, a transpiração vai evaporar bem menos e tornar-se mais visível. Para não ficar mais molhado por dentro da capa do que por fora, pedale mais devagar, respire com calma e faça mais paradas. E não esqueça de tomar água, que se estiver gelada ajudará a resfriar seu “motor”.

    8 Leve uma roupa extra

    Por mais que você se proteja, pode ser que sua roupa molhe um pouco. Principalmente a calça, que pode até sujar com a água da rua. Por isso é importante levar uma muda de roupa, mesmo que apenas para uma eventualidade.
    Se você tem uma gaveta no escritório, deixe nela calça, camiseta ou camisa e um par de meias. Senão, leve tudo numa sacola, dentro da mochila.
    Uma opção é usar uma roupa mais leve para pedalar, que possa molhar e até mesmo sujar, e levar a roupa limpa na mochila ou alforge, protegida dentro de um saco plástico. Se você colocar as roupas dentro de uma pasta de plástico, daquelas mais altas, não irão amassar.

    9 Troque-se ao chegar

    Quando chegar ao destino, é importante trocar logo todas as peças de roupa que ficaram molhadas (ou improvisar um jeito de secá-las, usando por exemplo o papel toalha do banheiro).
    Vale lembrar que não é tomar chuva que pode te deixar doente: é ficar com o corpo gelado por causa da roupa molhada, depois que passar o calor da pedalada. Principalmente se você estiver em um ambiente com ar condicionado.
    Cuidado para não pisar nas poças ao parar a bicicleta. Além de se molhar, você pode torcer o pé em algum buraco escondido pela água. Foto: Featherlite (cc)
    Cuidado para não pisar nas poças ao parar a bicicleta. Além de se molhar, você pode torcer o pé em algum buraco escondido pela água.
    Foto: Featherlite (cc)

    10 Fique atento nas ruas

    Tome cuidado para não escorregar, principalmente logo que começa a chover. O óleo que cai dos carros se mistura com a água e o chão fica escorregadio. Atenção extra nas descidas, não deixe a bicicleta pegar muita velocidade para não precisar frear bruscamente.
    As faixas de pedestres e outras sinalizações de solo também ficam escorregadias na chuva. Evite frear em cima delas. Grelhas e tampas de bueiro também podem escorregar. E aquelas chapas lisas de metal, usadas para cobrir reformas e buracos no asfalto, viram um sabão quando chove, muito cuidado!
    Se não tiver como desviar de algum desses pontos de risco, mantenha a bicicleta “imóvel” enquanto estiver passando por cima, seguindo em linha reta sem virar o guidão nem mudar o centro de gravidade. E em hipótese nenhuma freie, deixe para depois que os pneus voltarem ao asfalto.
    Evite passar por locais onde há acumulo de água que não lhe permita ver o que há no asfalto. Pode haver um buraco ou uma tampa de bueiro aberta!
    Não se arrisque a pedalar em áreas alagadas, você pode se machucar e contrair doenças.
    Durante chuvas fortes, a visibilidade dos motoristas cai muito e você vai enxergar muito melhor que eles. Parta sempre do princípio de que o motorista não o viu e pode entrar na sua frente sem aviso. Acenda as luzes da bicicleta, mesmo de dia, e evite avenidas movimentadas.

    A primeira vez

    A primeira chuva a gente nunca esquece, principalmente quando ela nos pega de surpresa. E a primeira tempestade vencida é uma libertação. Você percebe que as condições do tempo não mais lhe impedem de escolher a bicicleta, mesmo em dias improváveis.
    Pedalar na chuva tem gosto de molecagem que a mãe não deixa fazer, de transgressão lúdica de uma regra boba dos adultos, de ser dono do próprio nariz e fazer o que bem entende. É a última barreira vencida.

    Boa pedalada pessoal!

    Alongamento. Bom ou ruim?

    O mito do alongamento já caiu faz tempo.



          O alongamento é um dos assuntos mais polêmicos que temos na área esportiva, cada profissional defende uma teoria. Não existe consenso. Um grupo de pesquisadores defende que o alongamento pode prevenir lesões e melhorar a performance esportiva, outro grupo defende que o alongamento não previne lesões e pode prejudicar o desempenho. Recentemente a revista Veja publicou uma matéria sobre a pesquisa científica realizada pela universidade de Zagreb na Croácia onde os pesquisadores fizeram um revisão bibliográfica de 104 artigos publicados no meio acadêmico que analisavam o desempenho esportivo de voluntários em diversas modalidades, e o cruzamento dessas pesquisas mostram que os exercícios de flexibilidade (alongamento) prejudicam os músculos, os números apontam que um atleta pode perder até 5,5% da sua capacidade de contração muscular e uma perda de até 2,8% da capacidade de explosão muscular. Por definição, alongamento é qualquer manobra terapêutica que visa o extensibilidade de tecidos encurtados, só por essa definição já podemos entender que o alongamento só será útil para músculos encurtados. Um grande erro que acontece no meio da corrida, e levanto essa bandeira há pelo menos 7 anos, é a banalização do alongamento, todo mundo alonga sem saber como e porque alongar, mas a moda é a tendência de todo mundo ficar em círculo se alongando antes de um treino ou uma prova, alguns corredores relatam que precisam de incríveis 10 a 20 minutos de alongamento antes de uma prova, pasmem, isso acontece! A pesquisa de Zagreb vem de encontro ao que muitos Fisioterapeutas (me incluo nessa lista) já defende há muito tempo, o alongamento é prejudicial pois é feito de forma inadequada e desnecessária. Primeiro, é necessário avaliar atleta por atleta para determinar quais os grupos musculares estão encurtados, existem meios científicos, simples e baratos de se fazer isso. Após determinar quais os grupos musculares estão encurtados realiza-se testes de força muscular para entender se existe um desequilíbrio (contração inadequada e fraqueza muscular) de algum outro grupo muscular, com esses dados em mãos é mais seguro realizar e prescrever os exercícios de alongamento. Cada atleta tem uma aptidão física, um objetivo, sendo assim cada pessoa vai ter uma particularidade e um grupo muscular mais encurtado que o outro, dessa forma já cai o “sistema de alongamento em grupo” que em muitas vezes é realizado apenas para fazer de conta que algo está sendo feito, pois o correto é alongar cada atleta de forma individualizada em dias específicos para isso. Então, qual seria a forma correta de alongar? Sabendo quais os grupos musculares estão encurtados, prescreve-se exercícios e manobras de alongamento para serem realizados em dias específicos dentro da planilha de treinamento, dias esses que não envolvam atividades de corrida, o alongamento pode estar no mesmo dia do fortalecimento, desde que não sejam feitos no mesmo momento, ou seja, séries de exercícios de alongamento de manhã e o fortalecimento de tarde ou noite. Cada grupo muscular encurtado recebe um tipo de alongamento específico onde serão prescritos de 2 a 3 séries de 30 segundos para cada grupo muscular, isso será suficiente para melhorar a flexibilidade a longo prazo, não existe resultados imediatos, até porque nos tempos atuais passamos muito tempo do nosso dia sentados e essa posição já provoca encurtamentos musculares. Uma boa saída para se trabalhar o alongamento é através da Reeducação Postural Global – RPG, técnica de Fisioterapia que trabalha todos os grupos musculares encurtados, dessa forma o corpo passa a ter um equilíbrio muscular melhor. Quando um músculo está encurtado ele apresenta um desalinhamento das fibras musculares, isso impede que ele tenha uma boa contração, podemos entender que um músculo encurtado tenha uma capacidade de contração muscular capaz de gerar 60% de sua capacidade de força muscular, um musculo alinhando e alongado pode aumentar essa capacidade para até 80% da sua capacidade de gerar contração e força muscular, por isso muitas pessoas erroneamente alegam que o alongamento ajuda no ganho de força, na verdade o alongamento quando bem feito alinha os músculos e com isso ele pode trabalhar próximo da sua capacidade máxima de contração gerando níveis de potência e explosão muscular. O grande erro é alongar depois das atividades esportivas. Quando realizamos qualquer atividade esportiva nossos músculos sofrem pequenas rupturas de suas fibras musculares, alongar após a atividade esportiva só vai aumentar essas rupturas, gerando um sangramento intramuscular, esse sangramento é um dos responsáveis pelas dores musculares tardias, sendo assim, quando informamos os treinadores e atleta que alongar após a atividade esportiva só trará prejuízo muitos nos olham torto pois não aceitam que o mito do alongamento já caiu faz tempo!